SEGURA MEU BÚFALO

Em Aragarças – Os então Capitães Longhi e J. Nelson iam iniciar a prosaica e rotineira operação de reabastecer um C-115 Búfalo. No pátio de estacionamento, de terra, havia uma rampa acentuada. A mangueira de abastecimento não alcançava o bocal da aeronave. Precisavam aproximar mais o avião. Afastaram os calços e soltaram o freio de estacionamento. Mas o Búfalo ganhou velocidade e saltou o calço. Jota Nelson correu para a cabine e acionou o freio.. Cadê? Não havia mais as 1.500 lbs de pressão hidráulica que comandavam os freios do C-115. Jota Nelson, no desespero do momento, ao invés de simplesmente puxar a alavanca amarela do freio de emergência que ficava no meio do pára-brisas optou por dar partida no APU para ter pressão hidráulica. E o C-115 acelerando e saltando calços e arrebentando pneus. A cada calço que saltava Jota Nelson achava que era o APU pegando... Para encurtar o papo, quando conseguiram parar a fera, vários Papa Tangos que estavam estacionados pelas redondezas haviam sido devidamente descontados.

LEIS DA FÍSICA

Outra do Jota... Instrutor de Sistema Elétrico num groud-school do C-115... Sala lotada. Alunos sem entender nada, mas altamente interessados. O instrutor arrasando... O assunto ia avançado quando adentrou pela parte referente à distribuição de energia e alimentação das barras. Lá pelas tantas, quando estava sendo explicada a transferência de energia de uma barra para outra, em situações anormais, um dos presentes (que só podia ser paulista) não entendeu como a energia de uma barra não passava para a outra quando as duas estavam operando em situações normais.. Foi quando Jota Nelson, após aquela breve hesitação que prenunciava que não tinha a menor idéia e que não ia responder nunca, saiu-se com esta pérola.. "É que a eletricidade tem o poder das pontas......."

DEU ZEBRA NA MOTO

O autor destas palavras tinha uma moto em Campo Grande. Após as lautas refeições que sempre caracterizaram nosso rancho, nós nos sentávamos na varanda do Cassino para colocar em dia os assuntos e consertar a pátria estremecida. Foi quando o TCel Farias, dono de um avantajado hardware, pegou a moto emprestada para dar uma voltinha. Camelo, que estava em seu quarto no andar de cima, com a janela entreaberta, mas com a visibilidade prejudicada pelas folhas e galhos de uma árvore, pensando que era o Tadeu (Arroz Brejeiro, dono de um hardware parecido como o do Cmte do 1°/15° Gav) desandou a berrar alto e em bom tom.. "Desce dai filhote de hipopótamo com elefante!"... "Sai dai, sua anta!"... "Vai desmontar a moto, rolha de poço!"... E outros mimos deste jaez. E a gente sentado lá embaixo, Tadeu inclusive, cristalizados, presenciando aquela dantesca cena e sem saber o que fazer, pois o Jardelino não se cansava de derramar asneiras ao vento.... Quando ele finalmente viu quem era o verdadeiro ocupante da motoca..... Bem. Deixo para cada um a oportunidade de imaginar a conclusão do episódio..... Ainda bem que o Cel Faria era dotado de um coração ainda maior que seu corpo.........

Rangel , Pinha e Póvoa  esperando a  sobremesa...,

 

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