HISTÓRIA DA RECUPERAÇÃO DO HINO DA ESCOLA TÉCNICA DE AVIAÇÃO

         O Sargento Q RT TE Nazareno Medeiros, da 63ª Turma da E.T.Av., formado em 30 de setembro de 1947, atualmente residindo em Vitória, remeteu para o RESERVAER uma fita com o hino da Escola, entoado por ele. Mesmo com a voz (clique para ouvir) um pouco cansada, influenciando na entonação das notas musicais, mas com o coração ainda pulsando com a vibração daquele tempo, houve condições para que o regente da banda da Base Aérea de Brasília, Capitão Músico Alberlei Schlögl, elaborasse um primeiro arranjo ao piano.

        O hino da Escola Técnica de Aviação, do qual só conhecíamos a letra, começava a ganhar sua alma, a nascer de fato na medida em que desfilavam as notas musicais tão bem arrumadas por seu regente (ouça o primeiro teste).

        Nazareno ouviu, mas achou que alguns arranjos não iam bem, não combinavam. O tempo passado não colaborava com ele; não se lembrava dos acordes agora apresentados. Pensou: “É preciso posicionar melhor as notas na pauta.” Identificou que o si bemol desafinava, o fá maior estava em litígio com o dó menor, a clave de sol, usada para os sons agudos, não cumpria seu papel. Havia também os rebeldes sustenidos correndo pela pauta, mas o compasso lhe parecia familiar. Não sabia identificar qual dos três – binário, ternário ou quaternário – fora escalado, ou se havia alguma combinação entre eles. A verdade é que, ao subir ou descer na escada musical, chegou a tropeçar nos intervalos. “Tudo bem, vou afinar meu instrumento”.

Gravou novamente o hino, desta vez assobiando (clique para ouvir).

O mestre, paciente, compôs mais dois arranjos: um ao piano, mais belo que o primeiro (ouça o segundo teste), e um outro cantado por um coral (clique para ouvir).

            Nazareno ouviu e gostou. No entanto, faltava ainda afinar algumas notas que, ao seu ouvido, não estavam no compasso. Tanto fez que acabou encontrando parte da cópia da partitura do hino e, na sua simplicidade, pensou: “agora sim, contando com a compreensão do Capitão Alberlei, que, paciente, tem dedicado parte de seu precioso tempo a este trabalho, espero que aceite minha modesta oferta, pois, ao recompor o hino da ETAv, todos estaremos homenageando quem o compôs e, ao ouvi-lo, reacenderemos as lembranças daquele tempo e das amizades brotadas naquela saudosa Escola”.

        E assim a composição foi finalizada. O hino está idêntico ao que o Aluno 2.260, Nazareno Medeiros, da 7ª esquadrilha, garboso, entoava com seus companheiros pelo pátio da Escola (clique para ouvir 1.48 MB).

        Sob a batuta do Capitão-Músico Alberlei Schlögl e dos componentes da Banda da Base Aérea de Brasília, a quem apresentamos especial agradecimento, foi possível recuperar esta composição mágica. Seus acordes trazem recordações, reavivam nobres sentimentos, são a expressão da alma e do coração daqueles que o entoam, o grito de guerra, o testemunho fiel do amor que os mantém unidos às raízes.

        Companheiros da saudosa Escola Técnica de Aviação: ouçam-no (1.48 MB) acompanhem a letra, soltem a voz e deixem que as lembranças e as emoções aflorem. Foi este hino quem lhes deu ânimo e os encorajou durante a caminhada.

        VALEU, Nazareno!

  

HINO DA ESCOLA TÉCNICA DE AVIAÇÃO

1943 A 1953

ETAv, forja de heróis,
Mostrarás ao mundo o Brasil,
Ressurgirás quais novos sóis
Oh! Mocidade varonil. (Bis)

Nossa meta que é bem diferente
Tão sublime é a beleza que encerra
Só uma lei admite e consente:
Paz e justiça entre os povos da Terra

Amizade e respeito eis a luz
Que ilumina as nações irmanadas
Lema eterno que os povos conduz
Tradição de mil glórias passadas !

 ETAv, forja de heróis,
Mostrarás ao mundo o Brasil,
Ressurgirás quais novos sóis
Oh! Mocidade varonil. (Bis)

 

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