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Cisca Mike Charlie
Todos nós passamos por experiências semelhantes!
Alguma vez nosso vôo visual (VMC), com céu de Brigadeiro, passou pelo mau tempo e ransformou-se em IMC, ou melhor CMC, porque a aeronave não estava equipada para o vôo por instrumentos.
No início da década de 60, os instrutores da Escola de Aeronáutica, nos Afonsos, tinham a oportunidade de fazer viagens nos finais de semana para um merecido repouso e entretenimento.
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Era comum saírem vários aviões T-22 para diferentes destinos. A experiência vinha a reboque, junto com o acúmulo de horas de vôo. Nada se desperdiçava.
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Numa dessas "revoadas", saímos três T-22 com destino a Santos: o 0804, 0808 e o 0810. Próximo à Ilha Grande, o tempo fechou e o grupo se desfez: cada um por si! O "cisca" ficou cada vez mais difícil, mas o bom ciscador respeitava mão e contra-mão. Foi quando eu e meu "co-piloto" vimos passar outro T-22 em sentido contrário e bem perto. Perguntamos um ao outro, quase em uníssono: você viu o 40? Nos referíamos ao T-22 0840 que pertencia a Santos - conhecíamos quase todos os aviões pelo número e em que base estavam localizados.
A conclusão satisfazia nossa lógica absolutamente "ilógica": se ele passou de Santos para cá, é porque o tempo deve estar melhor à frente, vamos prosseguir! Assim fizemos e o sufoco cada vez aumentava mais. Felizmente chegamos em Santos e qual não foi nossa surpresa ao vermos o "40" em manutenção no hangar. Nós havíamos visto o 0810 voltando porque não conseguiu passar pela "parede" de chuva que inundava o litoral!
VOCÊ VIU O 40?...
José de Mattos Souza
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