APRESENTAÇÃO

A primeira vez que encontrei o Patto foi quando da cerimônia da minha formatura em Psicologia, em 1992.

Àquela época, ele era o marido da amiga querida, também psicóloga, mas, em muito pouco tempo, passei a admirar esse homem e a gostar de ouvir as suas histórias. Em 2000, quando do Mestrado em Psicologia, sofri uma torção no carnaval e não podia apoiar o meu pé no chão. Era ele, então, que bondosamente me levava para assistir as aulas e empurrava a minha cadeira de rodas.

Foi assim que ele se tornou o meu Pai, pois os colegas e também professores já perguntavam: "O seu pai não vem lhe pegar hoje?". Eu gostei dessa história e reconheço no Patto um lado pai, cuidador que admiro muito. Ele é a testemunha carinhosa de muitos acontecimentos em minha vida - em cada um deles, o percebo vibrando, torcendo por mim. 


As suas histórias retratam, portanto, exatamente quem ele é: um camarada intuitivo - espontâneo-brincalhão de muito bom caráter do qual me orgulho de ser amiga e de quem , às vezes, sinto-me filha.

Com ele, você passeará por Tremembé - a cidade onde cresceu. Com certeza, se emocionará com o menino que entregava leite e dava o dinheiro para a mãe que depois lhe retribuía em dobro.

E, mais que tudo, dará boas gargalhadas ao reviver o dia em que ele esfregou a casca de uma banana na cara de um "veterano", a ocasião em que o amigo "Mão de Onça" mordeu o braço de um oficial e a quase cerimônia do seu próprio enterro. Entenderá, ainda, a sua tentativa de deixar a todos bem e felizes, lendo as vezes em que foi "juiz de briga".

Para você, caro leitor, desejo que reserve uma tarde preguiçosa para ler esse livro e tenho a certeza de que, como eu, ao final, você estará de alma leve, revivendo as suas próprias histórias.

Conceição de Maria Couto Machado.

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