OS REBELDES

 

        Um curto parágrafo descreve o acontecido no livro Air Wars and Aircraft, de Victor Flintham, um minucioso registro sobre a guerra aérea após a Segunda Guerra, publicado em 1989. Os exilados dominicanos estavam baseados na Guatemala, de onde montaram uma pequena invasão em 18 de junho de 1949. “Seis aviões deixaram a Guatemala, mas quatro foram forçados a pousar no México por causa do mau tempo. Um PBY-5A chegou a pousar ao largo de Puerto Plata, onde ele foi prontamente atacado por embarcações e Mosquitos e Beaufighters da FAD (Força Aérea Dominicana)”. Antes desse ataque, como se descobriu agora, o P-51 de Guimarães já tinha entrado em ação.

        Os rebeldes dominicanos da chamada Legião do Caribe estavam sem sorte, apesar de terem apoio de Cuba, Venezuela e Guatemala. Dois anos antes, tinham formado uma pequena força aérea em Cuba. Eram onze aviões, segundo Flintham, entre os quais caças P-38, bombardeiros B-24 e transportes C-46. Era o imediato pós-guerra, e havia aviões americanos de sobra, e baratos, para quem quisesse montar sua força aérea. Para azar dos rebeldes, o governo cubano de repente retirou seu apoio e confiscou os aviões. Os exilados foram então para uma nova base na Guatemala, começar do zero.

        O alvo dos rebeldes era um dos mais autoritários ditadores da história latino-americana – e essa é uma história repleta dessas figuras sinistras com peitos forrados de medalhas, muitas delas auto conferidas.

 

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 (Texto retirado das páginas da Revista Força Aérea. Copyright © 1996 -
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