RAFAEL LEONIDAS TRUJILLO MOLINA

 

 Trujillo governava a República Dominicana como se fosse sua fazenda particular. Em dado momento, calculou-se que sua família detinha 70% das terras cultivadas. A capital do país, Santo Domingo, a mais antiga cidade das Américas, fundada pelo irmão de Cristóvão Colombo, Bartolomeu, foi rebatizada de Ciudad Trujillo. O ditador mandava matar seus opositores onde quer que estivessem, mesmo em plena luz do dia nos Estados Unidos. O controle do generalíssimo sobre o país era total, tanto que nem precisava ocupar necessariamente o cargo de presidente – em certo momento cedeu o posto ao seu irmão Héctor. Era extremamente vaidoso. Os “intelectuais” que permaneciam no país eram encarregados de elogiar o “Benfeitor da Pátria”, restaurador da Independência Financeira da República e Comandante-em-Chefe do Exército Nacional”. Um artigo no jornal El Caribe, de 24 de outubro de 1950, comemorando 20 anos de sua subida ao poder, o descreve como dotado de “un dinamismo iluminado, uma fuerza incoercible de acción presidida por las claras lumbres de uma inteligencia serena, poderosa, osada”. Ele é um “cruzado”, um “abnegado”; como el sol para verter luz y calor, Trujillo nació para gobernar”. E apesar disso, “cultiva como nadie el difícil procedimiento del diálogo”. Sin duda.

 

Rafael Leonidas Trujillo Molina governou a República Dominicana com mão de ferro entre 1930 e 1961, ano em que foi assassinado. (Foto via Ricardo Bonalume Neto)

 

        Woody Allen fez o ditador do seu filme Bananas forçar os habitantes do país a usar as cuecas sobre as calças. Trujillo ordenou certa vez que os homens deviam usar e não carregar seus casacos, sob pena de vê-los confiscados pela polícia. Também proibiu as pessoas de andarem descalças na capital, o que, segundo a revista Time, iniciou o negócio de aluguel de sapatos nos limites da cidade.

 

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 (Texto retirado das páginas da Revista Força Aérea. Copyright © 1996 -
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