COMPARAÇÃO ENTRE AS AERONAVES

 

        Essa e outras lições práticas aprendidas pelos brasileiros refletem a própria avaliação dos americanos. Segundo o historiador da aviação americana, Jeffrey L. Ethell, em 1943 a USAAF fez ensaios comparativos entre seus principais caças do momento – P-47D, P-38J, P-39N e P-51B –, procurando saber qual tinha melhor facilidade de curva, visibilidade, velocidade etc. O P-51 foi considerado melhor em tudo, só perdendo ligeiramente para os demais caças em momentos muito precisos e nada fundamentais (por exemplo, o P-47 pode fazer uma picada um pouco mais rapidamente, e o P-38 tem mais conforto em vôos de escolta de longa duração).

        “O P-51 era bem mais caça, bem mais maleável que o P-47”, declara Martins. “Como escola de pilotagem, foi muito bom voar na República Dominicana.”

        “O P-51 foi o melhor caça que eu voei. Era muito mais versátil, mais veloz, subia mais que o P-47”, diz Guimarães. “O P-47 era mais um caça-bombardeiro do que um verdadeiro caça”. Guimarães também voou o P-38, mas se sentia inseguro, pois todo seu treino tinha sido com monomotores. “A gente não tirava do avião tudo o que ele podia dar”, acrescenta.

Apesar de tudo, todos eles eram pilotos por vocação, e por isso aproveitaram para voar o que podiam, como os Mosquitos e os Beaufighters de outro esquadrão (só não pilotaram mais devido aos ciúmes do comandante dominicano desses bimotores de fabricação britânica). “Pilotei um pouco de Mosquito. Ele era feito de madeira e trepidava pra burro quando chegava no limite de velocidade, uns 400 nós. Tinha um raio de curva mínimo, mas era muito frágil”, segundo Guimarães.

 

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 (Texto retirado das páginas da Revista Força Aérea. Copyright © 1996 -
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