PREVENINDO AS HEPATITES

1. O que é hepatite viral?

2. Quais os sintomas das hepatites?

3. Como é feito o diagnóstico das hepatites virais?

4. Como se transmitem as hepatites virais?

5. Meios de transmissão e como evitar a hepatite viral:

6. Existem vacinas contra as hepatites?

7. Por que é importante o tema hepatite?

8. O que é hepatite fulminante?

9. A hepatite aumenta a probabilidade de câncer no fígado ?

10. A hepatite pode ser transmitida por via sexual?

11. Qual é a relação entre o vírus da hepatite e o vírus da AIDS?

12. Quais os indivíduos mais vulneráveis a contrair hepatites?

13. Quais as especialidades médicas indicadas para tratar a hepatite?

14. Como é o tratamento das hepatites agudas?

15. Qual a dieta indicada para os pacientes com hepatite aguda?

16. Deve-se permanecer em repouso durante uma hepatite aguda?

17. O portador de uma hepatite aguda viral deve permanecer isolado das outras pessoas?

18. Todas as hepatites apresentam a mesma evolução?

19. O que é hepatite crônica?

20. O que é uma biópsia ?

21. Qual a pior hepatite crônica: B ou C ?

As hepatites são doenças causadas por vírus que acometem milhões de pessoas em todo o mundo e constituem um grave problema de saúde pública. Uma boa parte dos casos de hepatite pode ser evitada conhecendo-se o modo de transmissão e pela utilização de vacinas. Informe-se neste artigo e previna-se ! 

1. O que é hepatite viral?

Hepatite viral é uma inflamação do fígado causada por vírus. Atualmente são conhecidos os seguintes vírus: A, B, C, D (Delta), E, e G. Os mais conhecidos e comuns são os três primeiros. Alguns vírus, causadores de outras doenças, não considerados “vírus de hepatite”, também podem provocar inflamação do fígado (hepatite), assim como o vírus da Mononucleose Infecciosa, o Citomegalovírus e o da Febre Amarela. Apesar de geralmente ser associado à infecção viral do fígado, o termo hepatite também é utilizado em outras situações, onde não há o contágio, como por exemplo, hepatite tóxica, hepatite alcoólica, hepatite granulomatosa, hepatite auto-imune, etc; ( volta ao índice )

2. Quais os sintomas das hepatites?

Os sintomas que caracterizam o quadro clínico de hepatites agudas virais são bastante semelhantes e  independem do tipo de vírus envolvido.

Na fase inicial o paciente apresenta um quadro de mal-estar geral, que pode ser acompanhado de febre baixa, dores nas articulações,  náuseas, vômitos e perda de apetite. Algumas vezes, manifesta-se com sinais de infecção das vias respiratórias superiores que se assemelha a um estado gripal.

Em alguns pacientes a doença manifesta-se por icterícia clássica evidenciada pela coloração amarelada dos olhos, da pele e mucosas, a urina se torna escura, as fezes ficam mais claras (descoradas) e o  exame físico evidencia fígado aumentado e doloroso à palpação. O período de icterícia dura em geral de quatro a seis semanas. Na fase de convalescença  os sintomas desaparecem e os exames laboratoriais tendem à normalização, que em geral ocorre até o quarto mês.

Muitas vezes, estes sintomas estão ausentes ou são tão discretos que passam despercebidos e o diagnóstico é feito posteriormente, quando o paciente realiza exames de rotina e descobre que tem ou teve hepatite. A única maneira de saber com segurança qual o tipo de hepatite é através dos exames de sangue específicos.

Os portadores crônicos das hepatites B e C geralmente são assintomáticos, a não ser em estágios mais avançados da doença, quando se manifestam graves sinais clínicos da doença.

Por conseguinte, tanto na forma aguda como na crônica da hepatite, a doença pode manifestar-se com sintomas poucos evidentes e porisso não é rara a situação clínica em que o  paciente procura a assistência médica já apresentando sinais clínicos de insuficiência hepática, consequente a uma hepatite crônica de longa duração não diagnosticada;   ( volta ao índice )

3. Como é feito o diagnóstico das hepatites virais?

As hepatites agudas caracterizam-se por  níveis sanguíneos de aminotransferases (ALT e AST) em geral superiores a 500 UI/L, sendo que estas enzimas são utilizadas tanto para diagnóstico, como para acompanhamento do tratamento. A persistência de níveis elevados por períodos superior a seis meses indica diagnóstico de hepatite crônica, que necessita ser confirmado por estudo histológico do fígado mediante biópsia. O diagnóstico etiológico de hepatites é realizado por meio de marcadores sorológicos;   ( volta ao índice )

4. Como se transmitem as hepatites virais?

A hepatite A é transmitida por comida e/ou água contaminada por fezes infectadas. A transmissão dos vírus B  e C  ocorre por contato com sangue e secreções corpóreas de indivíduos portadores da doença. Em muitos casos, não se identifica uma fonte de contágio;   ( volta ao índice )

5. Meios de transmissão e como evitar a hepatite viral:

Dentre os cuidados que têm por objetivo evitar o vírus de transmissão fecal-oral  podemos citar: as frutas e verduras que não podem ser lavadas com água e sabão devem ser submetidas, antes de serem utillizadas, à limpeza com Hidrosteril (10 gotas por litro de água) ou Hipoclorito de Sódio (Água Sanitária)  uma colher das de sopa por litro de água durante 10 mitutos. Vale  lembrar  que  o  vinagre  não  mata  o vírus da hepatite, razão pela  qual  não  deve  ser  usado  com  esse  fim.  Também os mesmos cuidados usados  na prevenção de intoxicações alimentares, quais sejam os alimentos suspeitos,  particularmente frutos do mar mau cozidos devem ser evitados.
Quanto  aos  
vírus de transmissão parenteral,  devem  ser  evitadas  situações  onde  possa  haver contato acidental com materiais ou sangue contaminados, tais como:

·         uso de instrumental cirúrgico  ou  odontológico  não  descartável  ou  não  esterilizado  corretamente;

·         compartilhamento de agulhas  e  seringas contaminadas, lâminas de barbear,  alicates  de  cutículas, escovas  de  dentes  e outros  equipamentos  de  higiene  pessoal  (principalmente por crianças);

·         tatuagens, “piercing” ou acupuntura realizados com materiais não descartáveis  ou  não  esterilizados corretamente;

·         práticas sexuais consideradas não seguras;     ( volta ao índice )

6. Existem vacinas contra as hepatites?


Sim, há vacinas disponíveis contra as hepatites A e B, mas não contra a hepatite C.   A vacinação contra a hepatite A  está indicada a partir de 1 ou 2 anos de idade, dependendo do fabricante da vacina.   A vacina contra a hepatite B  já está incluída no calendário normal de vacinação infantil.

Um programa universal de vacinação contra a hepatite B deveria ser vinculado ao Programa de Expansão de Vacinação Infantil. Tornam-se urgentes medidas que implementem este programa de vacinação em regiões de alta endemicidade pelo vírus de hepatite B (VHB) e vírus de hepatite C (VHC). A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza programas de imunização universal em todos os países. A vacinação confere proteção por 10 anos, sendo o meio mais eficaz para se prevenir da hepatite A e B.

Se o indivíduo não possuir anticorpos dos vírus A e B, é necessário vacinar-se o quanto antes. O fato do paciente já estar com o fígado danificado pela hepatite C aumenta os riscos de vir a contrair uma outra forma de hepatite e ter a sua lesão hepática agravada, provavelmente pela forma fulminante;    ( volta ao índice )

7. Por que é importante o tema hepatite?

A infecção pelo vírus da hepatite C (VHC) representa um dos maiores problemas de saúde pública e um dos maiores desafios para a medicina devido à elevada possibilidade dessa doença  evoluir para a cirrose hepática (30%), além da inexistência de uma vacina específica contra o virus da hepatite C. Atualmente  a  cirrose  por  hepatite C  e  B  é  o  maior  responsável  pelos  transplantes  de  fígado.

A  doença  crônica  do  fígado  tem  evolução  insidiosa  e  a  maioria  dos  indivíduos  infectados  pelo vírus da hepatite C são assintomáticos e não apresenta os olhos amarelados (icterícia).
Estima-se que a infecção atinge mais de 150 milhões de indivíduos no mundo inteiro e que 2% da população da cidade de São Paulo esteja acometida pela hepatite C.

Em nosso país, infelizmente, ainda existem áreas de elevada  endemicidade para o vírus da hepatite B, embora tenhamos a vacina disponível para profilaxia em crianças.

Torna-se pois necessário que os pediatras encaminhem seus pacientes para os Centros de Vacinação para que possam ser devidamente imunizados;  ( volta ao índice )

8. O que é hepatite fulminante?

A hepatite pode tomar um curso rapidamente progressivo levando ao óbito em menos de 10 dias. Cerca de 75% das hepatites virais fulminantes são decorrentes da hepatite B (associada com o antígeno Delta). A hepatite A   também  pode  raramente  apresentar  evolução  muito  rápida  e  fulminante  que   requer cuidados médicos especiais, pois esta forma pode ser fatal em 70 a 80% dos casos;  ( volta ao índice )

9. A hepatite aumenta a probabilidade de câncer no fígado ?

Sim, a infecção crônica por hepatite C é associada a um maior risco de câncer no fígado. O conceito mais aceito é que o carcinoma do fígado ocorre com maior frequência  nos indivíduos portadores   de  hepatite crônica e cirrose hepática, vindo a se manifestar após três ou mais décadas. A baixa incidência de câncer  em  pacientes  tratados  com  Interferon sugere  que  esse  medicamento  possa  prevenir   o desenvolvimento de carcinoma;  ( volta ao índice )

10. A hepatite pode ser transmitida por via sexual?

Sim, especialmente a hepatite B, embora esta não seja a única forma de trasmissão da doença. O vírus é encontrado no sangue, sêmen e secreção vaginal. Parceiros sexuais de uma pessoa infectada devem praticar sexo seguro e receber vacina contra a hepatite B. Use sempre a camisinha como prevenção. Estima-se que 5 a 10% dos indivíduos contaminados pelo virus da hepatite do tipo B  se tornam portadores, formando um reservatório apreciável desta infecção;  ( volta ao índice )

11. Qual é a relação entre o vírus da hepatite e o vírus da AIDS?

São vírus diferentes e que provocam doenças completamente distintas. A questão é que tanto o vírus HIV (que causa a AIDS) como os vírus das hepatites B, C e D são transmitidos pelo sangue e seus derivados, ferimentos provocados por agulhas ou instrumental cirúrgico e odontológico contaminados, incluindo agulhas de acupuntura e tatuagem, etc. Também pode ocorrer contaminação por relação sexual. Assim, temos uma elevada incidência de infecção por vírus de hepatite nos portadores do vírus HIV. Isto é particularmente importante em relação ao vírus da hepatite B,   que  é  o  mais  facilmente transmitido por via sexual. Este vírus também apresenta algumas características no seu mecanismo de multiplicação, assemelhando-se ao do vírus HIV,  que o faz susceptível ao tratamento com alguns  dos medicamentos  utilizados  no  tratamento  da  AIDS,  tais  como  certos  componentes  dos  chamados "coquetéis"  usados no  tratamento da infecção pelo vírus HIV;   ( volta ao índice )

12. Quais os indivíduos mais vulneráveis a contrair hepatites?

·         Quem recebeu transfusão de sangue, plasma ou hemoderivados, antes de 1991;

·         Pacientes que se submeteram a transplante de órgão ou tecidos;

·         Pacientes que fazem  hemodiálise;

·         Pacientes hemofílicos;

·         Usuários de drogas intravenosas;

·         Indivíduos que se submetem à  tatuagens ou “piercings”;

·         Indivíduos com múltiplos parceiros sexuais;

·         Indivíduos que apresentam sinais e sintomas da doença ou que em exame de sangue de rotina evidenciou aumento das taxas das enzimas transaminases (TGO e TGP);

·         Familiares de portadores de hepatite;

·         Profissionais da área de saúde: médicos, enfermeiros, dentistas, laboratoristas, etc;  ( volta ao índice )

13. Quais as especialidades médicas indicadas para tratar a hepatite?

Gastroenterologia, Hepatologia,  Infectologia e Pediatria,  nos casos de acometimento de crianças;   ( volta ao índice )

14. Como é o tratamento das hepatites agudas?

Feito  o diagnóstico de uma hepatite aguda, cabe ao médico realizar  uma avaliação clínica e laboratorial da função hepática. Não havendo sinais de comprometimento importante do fígado,  a conduta médica consiste em orientação,  tratamento dos sintomas e acompanhamento médico, baseado na avaliação clínica  e laboratorial periódica  até a completa recuperação do paciente. Ocorrendo algum sinal de evolução desfavorável ou tendência à cronificação  são adotados condutas terapêuticas específicas. No caso da hepatite aguda pelo vírus C, pela sua alta taxa de cronificação, preconiza-se tratamento antiviral desde o início. No caso do vírus B, pela disponibilidade de drogas cada vez mais eficientes  de fácil administração e com poucos efeitos colaterais, está cada vez mais próxima a padronização e difusão de seu uso também nas infecções agudas;   ( volta ao índice )

15. Qual a dieta indicada para os pacientes com hepatite aguda?

De um modo geral, a orientação dietética consiste em oferecer refeições saborosas, de acordo com a tolerância do paciente, sem superalimentá-lo. A própria hepatite, por sua vez, pode estar associada a diversos sintomas digestivos, que levam o paciente a sentir menos apetite e manifestar intolerância a certos alimentos,  particularmente  os gordurosos. No caso de uma hepatite do tipo colestática, onde há um prejuízo ao fluxo de bile do fígado para o intestino, o paciente apresenta icterícia (olhos e mucosas amareladas) e coceira (prurido)  no corpo. Nestes casos, há recomendação médica para se evitar alimentação gordurosa, pois a má digestão das gorduras, pela escassez de bile no duodeno, provocará desconforto abdominal e diarréia. Outras restrições alimentares, como a de proteínas e sal, só serão indicadas nos casos em que existe uma evolução para insuficiência hepática. Uma alimentação rica em calorias promoverá um aumento de peso e uma restrição de fibras vegetais levará à constipação. Em resumo, costuma-se recomendar uma dieta normal e balanceada, sem excesso calórico e rica em fibras, de acordo com a tolerância do paciente.

Os indivíduos com hepatite infecciosa devem evitar exercícios físicos intensos e o consumo de bebidas alcoólicas. Também deve ser evitado o uso de qualquer medicamento que possa agredir ainda mais o fígado (medicamentos hepatotóxicos);  ( volta ao índice )


16. Deve-se permanecer em repouso durante uma hepatite aguda?

Durante a fase sintomática de uma hepatite aguda viral, geralmente o paciente se sente indisposto, se cansa facilmente e,  porisso,  prefere naturalmente o repouso. Por ser uma doença infecciosa e inflamatória, que afeta um órgão vital como o fígado, recomenda-se um repouso relativo, cuja intensidade deve se adequar ao bem estar do paciente. Atualmente não se aconselha o paciente permanecer acamado, porém não se permitem esforços físicos ou prática de esportes, devendo o enfermo evitar atividade profissional fora de sua residência, pelo menos na fase sintomática da doença. Conforme a melhora dos sintomas iniciais e a evolução dos exames de laboratório favorável, libera-se progressivamente a atividade física até o completo retorno à suas atividades habituais. Esportes competitivos somente serão liberados após a cura efetiva da hepatite;    ( volta ao índice )

17. O portador de uma hepatite aguda viral deve permanecer isolado das outras pessoas?

Não há necessidade de isolar rigorosamente os pacientes, porém exige-se dos mesmos a lavagem das mãos após as evacuações.

No caso das hepatites A e E, transmitidas pela via fecal-oral, os cuidados são no sentido de impedir que as fezes do paciente contaminem a água e os alimentos que possam ser ingeridos por outras pessoas ou utensílios que possam ser levados à boca. Assim, cuidados básicos de higiene como lavar as mãos com água e sabão são suficientes para se evitar a transmissão do vírus,  não  havendo necessidade de isolar leito hospitalar, sanitário ou utensílios individuais . Poderá haver alguma dificuldade em se garantir esta higiene em crianças pequenas portadoras da doença, principalmente quando convive com outras crianças.
O uso de agulhas e seringas descartáveis protege tanto o pessoal de enfermagem como os outros pacientes.  Absorventes  higiênicos  usados  devem ser  cuidadosamente descartados. Lâminas de barbear, navalhas, tesouras,  alicates de unhas ou cutículas,  bem como escovas de dentes podem ser veículos de transmissão do vírus das hepatites de transmissão parenteral, quando tais instrumentos estão contaminados por sangue (mesmo quantidades mínimas de sangue podem contaminar), razão pela qual estes instrumentos devem ser de uso exclusivo do enfermo, devendo permanecer  separados, a fim de se evitar a exposição acidental por outros membros da casa (principalmente por crianças).
Algumas peculiaridades quanto ao risco de transmissão de hepatites virais devem ser mencionadas:
a saliva como não está contaminada pelo vírus não oferece risco de transmissão, o que permite o compartilhamento de copos, pratos e talheres, após sua lavagem habitual. Da mesma forma não há risco de transmissão do vírus da hepatite através do beijo, espirro, tosse, leite materno (amamentação). Pesquisas indicam que a hepatite não é transmitida por mosquitos;    ( volta ao índice )

18. Todas as hepatites apresentam a mesma evolução?

Não. A principal diferença é quanto à evolução para a forma crônica, ou seja, a possibilidade de persistência do vírus no fígado por mais de seis meses:

·         As hepatites A e E geralmente não evoluem para a cronicidade e em 99% dos casos a doença cura  sem deixar sequelas;

·         A hepatite B, ao contrário, pode evoluir para a forma crônica. Cerca de 2 a 10% dos adultos de 25 a 90% das crianças menores de 5 anos que são infectadas pelo vírus de hepatite B  não conseguem eliminá-lo até o sexto mês após o início da infecção. Estes indivíduos podem desenvolver cirrose e apresentam um maior risco de aparecimento de câncer no fígado.

·         O virus da hepatite C   evolui para a  forma crônica em aproximadamente 80% dos infectados, daí a maior gravidade desse tipo de hepatite, pois estes indivíduos têm risco de desenvolver cirrose e câncer de fígado.

·         A infecção pelo vírus da hepatite D (ou Delta) só ocorre na presença do vírus B.  Assim, podemos ter duas  situações:  a) aquela  em que  uma  pessoa  sem  infecção  prévia  adquire  os  dois vírus concomitantemente (co-infecção);       b) a outra situação ocorre quando um portador crônico do vírus B  adquire o vírus D  posteriormente (superinfecção).  Na primeira situação a desvantagem é um maior risco da hepatite evoluir para um quadro de insuficiência hepática (hepatite aguda grave).             Na segunda situação, quando há a superinfecção pelo vírus D,   o curso da hepatite crônica B  pode apresentar uma evolução mais rápida para cirrose e insuficiência hepática.

·         A infecção pelo vírus G,  apesar de geralmente perdurar longamente, não parece estar associada à lesão hepática importante. Embora freqüentemente associada à infecção crônica pelo  vírus C   não se demonstrou influenciar o seu curso;     ( volta ao índice )

19. O que é hepatite crônica?

Suspeita-se que uma hepatite aguda esteja se cronificando quando a doença se prolonga por mais de seis meses e os testes de função hepática permanecem anormais após esse período.

A importância de se fazer o diagnóstico precoce de hepatite crônica é que, caso ela permaneça “ativa”, há o risco de evolução para a cirrose e insuficiência hepática,  que é uma patologia que apresenta elevada mortalidade, além de uma predisposição ao câncer de fígado que esses pacientes ficarão submetidos.

O diagnóstico de hepatite crônica deve ser baseado no exame histológico de um pequeno fragmento do fígado obtido através de uma biópsia hepática;    ( volta ao índice )

20. O que é uma biópsia ?

A biópsia hepática é um procedimento diagnóstico em que o médico especialista faz a coleta de um pequeno fragmento de tecido hepático para ser examinado ao microscópio e com isso avaliar com precisão o grau de comprometimento do tecido hepático. Essa biópsia pode ser realizada pela  forma percutânea ou pela videolaparoscopia em que se usa um fino cateter guiado por uma microcâmera de vídeo;    ( volta ao índice )

21. Qual a pior hepatite crônica: B ou C ?

A evolução de uma infecção crônica, tanto pelo vírus B  como pelo virus C, é muito variável.   Assim, temos num extremo  indivíduos que são portadores do vírus durante muitos anos,  sem apresentar manifestações clínicas de hepatite, e no outro extremo  pacientes com hepatite crônica muito ativa (agressiva),  que num período de 5 anos evidenciam sinais clínicos de cirrose hepática.  O prognóstico, portanto,  independe  do  tipo  de  vírus (B ou C)  e sim da forma como a doença se comporta em cada indivíduo;   ( volta ao índice )

Atenção

As informações aqui apresentadas têm o objetivo de enriquecer seu conhecimento sobre condições de saúde e não a de substituir a orientação ou o aconselhamento médico profissional. Você não deve usar estas informações para diagnosticar ou tratar problemas de saúde.

Por favor converse com seu médico para maiores informações.